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Liga das nações no Sul da Flórida


povos convivem dentro de um grau de civismo a comprovar que a imigração é positiva para os países, ao contrário do que pregam Doanld Trump…


IMG-20171029-WA0000É muito comum as pessoas se referirem ao Brasil como um caldeirão de raças e povos. Isto é a mais pura verdade. Sobretudo em uma cidade como São Paulo que reúne pessoas vindas de todos cantos do mundo.

MIAMI CUBANS

 

Pois o Sul da Flórida, embora menor do que a Pauliceia Desvairada, também segue a mesma tônica. A região formada pelos condados de Miami-Dade, Broward e Palm Beach, aglutina gente de vários locais, principalmente da América Latina.

Andar pela região dá a medida exata de como é possível várias nacionalidades conviverem em harmonia e ao mesmo tempo preservando seus costumes através da culinária, da indumentária e das festas populares que lembram seus países de origem.

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Aqueles que valorizam os aspectos sociólogicos se encantam com esta diversidade que vai de norte a sul destes três condados. Homestead, ao sul de Miami-Dade, reúne uma comunidade mexicana bastante atuante, uma vez que este povo gosta de trabalhar na lavoura e esta cidade serve como cinturão verde de Miami, abastecendo mercados e restaurantes com frutas, verduras e legumes.

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Kendall, também no sul de Miami-Dade, tem forte presença de colombianos. Restaurantes típicos, pessoas usando camisas da seleção colombiana e de clubes de lá denunciam  “los cafeteros”, como são conhecidos. Há também muitos peruanos vivendo naquela área. Restaurantes peruanos podem ser vistos em Kendall, o que não é nenhum diferencial, pois restaurantes de comida peruana estão por todo Sul da Flórida, fruto da preferência popular, uma vez que a culinária inca é bastante apreciada.

calle 8

Miami é completamente dominada pelos cubanos. Eles se destacam no cenário político, na economia, nas artes, enfim em todos setores. É quase impossível deixar de perceber a influência cubana na região, sobretudo em Hialeah e na 8th Street, que ficou conhecida como Calle Ocho, principal rua de Little Havana. Lá, você se sente em Cuba, provando as iguarias da culinária da ilha, fumando um charuto enrolado na hora, ouvindo canções típicas e assistindo acirradas partidas de dominó em uma praça. Nem é preciso viajar para Cuba para vivenciar o clima cubano. E, claro, o espanhol é o idioma predominante.

Doral, ao lado do Aeroporto Internacional de Miami, agrega muitos colombianos e venezuelanos que fugiram do regime despótico de Nicolas Maduro. Os venezuelanos mais abastados radicaram-se em Weston, uma cidade a sudoeste de Broward, de bom padrão de vida. Há tantos por lá que a cidade ficou conhecida como “Westonzuela”.

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Especializados em serviços de concierge e administração de imóveis em Miami, Flórida, Estados Unidos.brunch (1)

 

 

Próximo a Winwood, o bairro artístico de Miami e do finíssimo Design District, desponta Little Haiti. Como o próprio nome já diz, o local é basicamente habitado por haitianos, que também consomem sua culinária e tem uma padaria típica, considerada uma das melhores de Miami. É bastante comum ouvir o creole no comércio e nas ruas, para dar uma aura ainda mais característica da vida no Haiti, considerado o país mais pobre das Américas. Não é à toa que eles estão lutando pela prorrogação do TPS (Temporary Program Status), que lhes permite viver como residentes temporários nos EUA.

LITTLE HHHAITI

Haitianos não são os únicos a viver este terror de, a qualquer momento, serem deportados do país pela não renovação do TPS. Hondurenhos e salvadorenhos também estão sob este estigma. Essas comunidades se concentram não muito distante de onde vivem os haitianos. Pratos típicos centro-americanos são anunciados nas portas dos restaurantes simples que servem este tipo de comida.

A região de North Miami é dominada pelos caribenhos vindos de Trinidad e Tobago, Jamaica e outras ilhotas daquela área. Jamaicanos também se concentram bastante na região de Sunrise em Broward. Eles passam despercebidos, pois falam inglês fluentemente e logo se integram com os afroamericanos. Já os haitianos são mais hostilizados pelos locais.

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Em Aventura, você se sente em Israel. Lojas e restaurantes com inscrições em hebraico denotam que a área é predominantemente habitada por judeus. Eles também estão por todo Sul da Flórida, com os restaurantes servindo comidas típicas e judeus ortodoxos andando a pé aos sábados sob o sol escaldante de Miami Beach, por exemplo – outra área com forte influência da cultura judaica. Os argentinos também adotaram Miami Beach como um de seus locais preferidos, assim como sul de Broward. É comum ver restaurantes argentinos nesta região.

Sunny Isles é um pedaço da Rússia encravado no norte de Miami-Dade. Comércio todo da região tem informações em inglês e em russo, utilizando o alfabeto cirílico.

Na cidade de Hollywood, no sul do condado de Broward, é comum encontrar canadenses, sobretudo os franco-canadenses. O idioma francês é falado intensamente e nas lojas em frente à praia são encontradas publicações nesta língua. Durante a alta temporada – entre novembro e março -, o francês se torna quase o idioma oficial.

Na região de Fort Lauderdale, tem todas nacionalidades, mas há uma área com forte presença de britânicos e irlandeses. Pubs ficam lotados com ingleses se reunindo nas manhãs de sábado e domingo para torcer pelos seus clubes durante as jornadas da English Premier League.

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No norte de Broward e em west Boca, são os brasileiros que predominam. Ouvir samba, comer feijoada, beber cerveja e caipirinha e frequentar a praia de Deerfield Beach é programa quase obrigatório para a brasileirada que escolheu o Sul daFlórida como local para morar. A exemplo dos ingleses, lotam bares para vibrar por seus clubes nas partidas do Brasileirão.

No centro do condado de Palm Beach, os guatemaltecos formam um grande contingente, sobretudo em Lake Worth. Eles são bastante conhecidos por formar um exército de trabalhadores volantes, ou seja, ficam junto às lojas de materiais de construção à espera de alguém que os contrate temporariamente para trabalhar em construção, jardinagem, limpeza ou mudanças. Uma situação bastante constrangedora de quem precisa trabalhar aquele dia para poder comer.

E, claro, há os americanos nativos e aqueles vindos de todas partes do país, sobretudo de New York. Eles escolhem viver na Flórida porque ainda estão em seu país, mas procuram um clima mais agradável para passar seus anos de aposentadoria.

Como se vê, todos os povos convivem dentro de um grau de civismo a comprovar que a imigração é positiva para os países, ao contrário do que pregam Donald Trump, Jeff Sessions e seus seguidores que elegeram os imigrantes como causadores da mazelas do país. Nada mais falso. Traduzindo: isto, sim, é fake news!

 

 

 

 

 

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Sobre Tozzi (112 artigos)
A class of 1979 graduate from FAAP with over 30 years’ experience, he has also worked for 5 years for Grupo O Estado de S.Paulo/Jornal da Tarde, all the while also freelancing for publications such as Exame, and magazines such as Grupo Ideia, editora da IstoÉ, e Química e Derivados, da editora QD. In the media relations world, he worked for Burson Marsteller in São Paulo, one of the sector's most highly regarded companies wherein he held the title of Gerente de Imprensa and fulfilled the job function of coordinating the activities of his fellow colleagues. In the United States, he has become known as one of the nation’s top Portuguese-speaking journalists having in his curriculum the experience of being editor-in-chief of such publications such as Florida Review in Miami and AcheiUSA in Broward. Furthermore, in South Florida, he collaborated on the journal, O Estado de S.Paulo, with the radio station CBN, and was editor of Sony magazine’s Portuguese branch. His work in television includes CBS Telenotícias, which provided Brazil with journalistic information and PSN, a sports station, wherein he produced the tennis broadcasts. Finally, he also worked for RIT TV as a director of journalism. He worked as a color commentator for NBA games, which are broadcast live to Brazil via TNT (Canal Space Brasil) and also a weekly contributor to the website Direto da Redação. He is a translator who counts on a client base which includes the likes of Motorola, Wacom, and ViewSonic among others.

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